Centro Studi Americanistici CIRCOLO AMERINDIANO
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XXXIV CONGRESSO INTERNACIONAL DE AMERICANÍSTICA


Perugia
(Itália), 3-10 de maio de 2012


Atividades paralelas:

Pádua, 11 de maio de 2012
Salerno, 14-16 de maio de 2012
Roma, 15 de maio de 2012
Bolonha, 8-10 de maio de 2012

 

Com a adesão do Presidente da República Italiana

 

organizado pelo

Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano” Onlus

 


Live TV by Ustream

Transmissão ao vivo do Congresso

 

PRESIDÊNCIA

Romolo Santoni romololmeca@hotmail.com


VICE-PRESIDÊNCIA

Luis Alberto Vargas vargas.luisalberto@gmail.com


COMITÊ CIENTÍFICO

Tullio Seppilli (Presidente)
Claudia Avitabile
Maria de Lourdes Beldi de Alcântara
Giulia Bogliolo Bruna
Claudio Cavatrunci
Antonino Colajanni
Davide Domenici
Luciano Giannelli
Piero Gorza
Rosa Maria Grillo
Alfredo López Austin
Giuseppe Orefici
Mario Humberto Ruz Sosa
Romolo Santoni


COORDENAÇÃO DA SECRETARIA ORGANIZATIVA

Manuela Pellegrini manu.pellegrini@gmail.com


SECRETARIA ORGANIZATIVA

Raffaela Belardinelli, Paride Bollettin, Anna Borreca, Leonardo Brama, Annalisa Canofari, Rosa De Piano, Mara Donat, Serena Ferraiolo, Elisa Fiorucci, Tina Forlano, Aura Fossati, Simona Gallone, Dalila Ingrande, Maria Rosa la Torre, Marília Lourenço, Scilla Luciani, Sonia Margaritelli, Leidy Martínez, Francesca Mirmina, Stefania Mucci, Antonio Nicotra, Vera Osgnach, Michele Papi, Romina Peppucci, Sara Pietracci, Elena Pucciarini, Thea Rossi, Claudia Santoni, Massimiliano Santoni, Amedeo Sghinolfi, Francesca Tenca, Roberta Tenca, Francesca Topini, Ester Valiente Echezarreta, Maria Teresa Vitola, Camilla Viviani, Stelio Zaganelli, Marlei Zanette


ASSESSORIA DE IMPRENSA

Claudia Avitabile cavitabile@hotmail.com, Andrea Niccolini nickteckila@libero.it, Joice Montefeltro


Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano” Onlus
Via Guardabassi n. 10
06123 Perugia, Itália
Tel./fax (+ 39) 075 5720716
http://www.amerindiano.org
e-mail: convegno@amerindiano.org

 

em colaboração com:

Regione Umbria

Centro Servizi per il Volontariato di Perugia (CESVOL)
Piattaforma Cittadinanza Internazionale

Facoltà di Lettere e Filosofia
Sapienza - Università di Roma

Facoltà di Lingue e Letterature Straniere
Dipartimento di Studi Umanistici
Università degli Studi di Salerno

Museo Civico Medievale di Bologna

Facoltà di Lettere e Filosofia
Università degli Studi di Padova

Sezione Antropologica del Dipartimento Uomo & Territorio
Università degli Studi di Perugia

Fondazione Angelo Celli per una cultura della salute


com o patrocínio e a contribuição de:

Comune di Perugia
Assessorato alla Cultura e alle Politiche Sociali

Provincia di Perugia

Ambasciata del Messico


com a contribuição de:

Ministero per i Beni e le Attività Culturali


com o patrocínio de:

Ministero degli Affari Esteri

Istituto Italo-Latino Americano

Ambasciata dell'Argentina

Ambasciata del Brasile

Ambasciata del Cile

Ambasciata del Guatemala

Ambasciata del Paraguay

Ambasciata del Perù

Ambasciata dell'Uruguay


Aderisce a:

Il maggio dei libri

 

Società Cooperativa Sociale ar.l. Circolo Amerindiano
Os serviços congressuais são aos cuidados da
Società Cooperativa Sociale ar.l. Circolo Amerindiano
P. IVA: 02568260547
Sede legal: Via Campo di Marte 4/O, 06123 Perugia - Itália
e-mail: coopsociale@amerindiano.org

 

Se você for interessado em participar do Congresso, por favor consulte as
normas de participação

 

 

Lista das sessões

 

Estudos olmequistas: olmeca e pos-olmeca

Romolo Santoni (Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano”) romololmeca@hotmail.com
Aura Fossati (Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano”) aura.fossati@gmail.com

No âmbito dos estudos americanistas dedicados ao período pré-colombiano, uma das áreas e dos períodos que recentemente não só foram maiormente estudados e pesquisados, mas também tem produzido um dos mais conspícuos e interessantes volumes de novas aquisições, é a área istmica e em particular a fase de trânsito da era marcada da hegemonia olmeca ao período sucessivo.
Dedicados a essa área nasceram nesses últimos anos o Progetto Archeologico La Venta e o projeto Ruta da Obsidiana, ambos com participação científica e institucional internacional mas com direção italiana. As duas pesquisas, que cobrem um setor disciplinar amplo (da arqueologia à etno-história, à antropologia cultural e médica, até à lingüistíca) e também um amplo espectro cronológico (do apogeu olmeca ao tardo período Clássico), se propõem como base para um espaço de reflexão sobre esta área.
O título específico (olmeca e pos-olmeca) ao lado do título mais generico (estudos olmequistas) procura individualizar não só a direção das palestras convidadas a participar mas também a problemática histórico-interpretativa que faz de fundo a essa proposta de sessão, ou seja, aquela da indidualização e delimitação histórico-cultural do fenômeno olmeca e, contemporaneamente, a abertura do objetivo da pesquisa para períodos escassamente conhecidos, como aquele do Clássico na área zoque do Chiapas ocidental.

 

A Arqueologia Social Latino-americana: exemplos, capacidades e ação social

Ivan Briz Godino (Institució Catalana de Recerca i Estudis Avançats – Consejo Superior de Investigaciones Científicas, España – Department of Archaeology, The University of York, United Kingdom – Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano”) ibriz@imf.csic.es
Maria Cristina Mineiro Scatamacchia (Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo, Brasil – Instituto Panamericano de Geografia e Historia – Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano”) scatamac@usp.br
Luisa Vietri (Universitat Autònoma de Barcelona, Espanya – Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano”) luisvi@tin.it

Uma das vias de maior potencialidade de desenvolvimento da arqueologia ocidental nos últimos 35 anos surgiu a partir dos contextos latino-americanos. Curiosamente, sua grande potencialidade de redirecionar a pesquisa arqueológica para a interpretação social e histórica do passado em conexão com as condições do presente tem sido muitas vezes evitada por outras correntes teórico-metodológicas. As bases do materialismo histórico e dialética da corrente, que nunca foram renunciadas, tem sido uma das grandes limitantes para que se desenvolvesse o interesse e a aproximação.
Propomos com esta seção possibilitar um espaço de debate onde exemplos, reflexões e atualizações das diferentes propostas da Arqueología Social Latino-americana possam mostrar toda sua capacidade e problemática.

 

A arte colonial na América Latina

Ewa Joanna Kubiak (Katedra Historii Sztuki, Uniwersytet Lódzki, Polska) ewakubiak@buziaczek.pl

A arte colonial na América Latina é um campo de estudos que mantém ocupado há vários anos os estudiosos. Os estudos ocilam entre a arte local e os contributos europeus adaptados as novas circonstâncias. A arte na época colonial foi um instrumento muito importante de apoio à evangelização dos novos territórios.
È importante tratar, entre outras, as características apropriadas pelas missões na América Latina, no que diz respeito seja à arquitetura que à arte plástica (pintura-escultura), concentrando o discurso também no traços distintivos da arte missionária que foram comuns e inter-regionais, incluindo a influência que exercitaram os sínodos e os concílios sobre a arte missionária. Esta influência se reflete nas distintas características das óperas das várias ordens religiosas como os jesuítas, os franciscanos e os dominicanos. São além disso muito interessantes as relações entre a arte européia e aquela latino-americana, as transformações dos modelos europeus e os seus adaptamentos ao mundo americano.
A sessão é voltada principalmente aos historiadores da arte, da arquitetura e da cultura, mas também aos antropólogos, aos historiadores da religião e a todos aqueles cujas pesquisas acolhem as artes visuais.

 

As religiões indígenas na América

Sergio Botta (Sapienza - Università di Roma, Italia) sergio.botta@uniroma1.it

As culturas indígenas do continente americano produziram uma pluralidade extraordinária de práticas e visões de mundo. Desde o contato com a cultura européia, no início da idade moderna, tais transformações cosmográficas foram pensadas sub specie religionis, ou seja, através de uma noção estranha aos horizontes hermenêuticos indígenas. Do confronto entre sistemas diferentes de valores emergiu, então, um espaço discursivo no interior do qual as crenças e práticas indígenas foram compreendidas através da moderna noção ocidental de religião. Nessa perspectiva, cada pesquisa sobre as religiões indígenas das Américas constuitue também uma ocasião para estabelecer um campo de indagação autoreflexivo e crítico. Pensamos ser útil promover nesta sessão uma colaboração entre disciplinas diferentes (antropologia, história, história das religiões) com o propósito de contribuir não apenas para a pesquisa das características específicas das culturas indígenas, mas também para observar as práticas ocidentais de confronto intercultural.

 

Amazônia Indígena

Edmundo Antonio Peggion (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Brasil) edmundopeggion@gmail.com
Clarice Cohn (Universidade Federal de São Carlos, Brasil) clacohn@gmail.com
Paride Bollettin (Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano” – Università degli Studi di Perugia, Italia) paride_bollettin@msn.com

A Amazônia tem dentro dos próprios limites uma multiplicidade de sociedades, as quais apresentan uma variedade de explicações cosmológicas, de organizações sociais, de gestão da vida material que permitem a esta região encontrar-se numa posição privilegiada por todos os que estão interessados em confrontar-se com a complexidade das construções sociais, simbólicas, ou de outra forma aplicadas pelas diferentes comunidades humanas na própria cotidianidade. As centenas de grupos originários se deparam também com a necessidade de enfrentar o encontro com as sociedade dos diferentes estados nacionais onde estão situados seus respectivos territórios, emergem assim situações de encontro cultural e estratégias de resposta muito diferenciadas: ao lado de populações que resistem há cinco séculos o impacto do mundo da alteridade não-indígena; aparecem outras que enfrentam a poucos anos esse choque; desde as chamadas “comunidades resurgidas”, que redescobrem e revindicam a própria identidade cultural, até aquelas que se definem pelo “isolamento voluntário”, recusando-se ao contato com os não indígenas. Frente a tal complexidade de situações, esta sessão temática pretende apresentar pesquisas desenvolvidas a partir de trabalhos de campo, na tentativa de manifestar a situação atual de tais grupos.

 

Direitos Indígenas: uma discussão transnacional

Maria de Lourdes Beldi de Alcântara (Universidade de São Paulo, Brasil – International Working Group for Indigenous Affairs, Denmark – Grupo de Apoio aos Povos Guarani e Aruak, Brasil – Ação dos Jovens Indígenas da Reserva de Dourados, Brasil) loubeldi@uol.com.br

O objetivo desta sessão é apresentar um debate interdisciplinar sobre o tema dos direitos indígenas.
Aprovada em 2007, a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas tem como principal meta o respeito à autodeterminação. O empenho e o desafio diante de tal proclamação consiste na sua aplicação em conjunto com outras medidas, que tenham o mesmo propósito, nos contextos nacionais da América Latina.
Como os estados nacionais negociam com essas medidas aprovadas e assinadas pela maioria dos países da América Latina? De que modo as associações indígenas reivindicam seus direitos e o respeito às diversidades culturais perante as constituições nacionais? Quais são os principais conflitos?
Questões como autedeterminação, diversidade e identidade cultural são os principais temas que propomos nesta sessão.

 

Signos, símbolos e dinâmicas de construção do território indígena

Piero Gorza (Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano” – Università degli Studi di Torino – Università degli Studi di Salerno, Italia) pierogo@tin.it
Pedro Pitarch Ramón (Universidad Complutense de Madrid, España) petul@telefonica.net

O tema crucial dessa sessão faz referência ao território como lugar no qual se sedimenta a memória e no qual os homens praticam incisões como exercícios de poder contra o caráter efêmero do tempo humano. A construção de mapas é por definição espaço aberto e interdisciplinar: mapas históricos, mapas políticos, mapas culturais, mapas simbólicos, mapas mentais e lingüísticos. As categorias de: fundar, relacionar-se a partir de um centro, instituir, territorializar, nominar, orientar-se e recordar-se como aquelas do desabitar, transitar, perder-se, crescer e aprender abrem o campo a reflexões sobre processos cognitivos e existenciais dos indivíduos e das coletividades. Se trata de uma sessão-encruzilhada entre centros e fronteiras.

 

Migrações e percursos da identidade no continente americano

Thea Rossi (Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano” – Università degli Studi “G. d’Annunzio” Chieti-Pescara, Italia) thearossi@yahoo.it
Laura Scarabelli (Università IULM - Milano, Italia) laura.scarabelli@iulm.it

A crise da modernidade evidência um prepotente cancelamento das fronteiras, seja a nível ideológico que físico, e veícula a necessidade de propor novas interrogativas voltas à decifração de um universo sempre mais “globalizado”, no qual o mesmo conceito de indentidade vem colocado a dura prova. A impossibilidade de confiar em categorias que orientem a interpretação do real em termos antinómicos quais, a exemplo, centro-periferia, espaço urbano-espaço campestre, implica a exigência de uma reformulação de sistemas descritivos que possa considerar a transformação do sujeito de unitário e unívoco a múltiplo e migrante. Se consegue, portanto, uma reflexão sobre: o constante fluxo de recursos humanos, a negociação e contato entre culturas, possíveis formas de integração, chances de vida e sobre criação de várias “linguagens”.

 

Dinâmicas e políticas territoriais na América Latina

Donatella Schmidt (Università degli Studi di Padova, Italia) donatella.schmidt@unipd.it
Sidnei Clemente Peres (Universidade Federal Fluminense, Brasil) psidnei@yahoo.com.br
Vânia Fialho (Universidade de Pernambuco, Brasil) vania.fialho@uol.com.br

As dinâmicas de ocupação dos espaços e os direitos territoriais têm assumido importância crucial na relação entre os Estados latinoamericanos e a sociedade civil. É possível perceber o considerável empenho das instituições latinoamericanas na organização da máquina pública de modo a acolher os estímulos provenientes dos acordos internacionais para o desenvolvimento sustentável expresso a partir da inserção da temática ambiental e da regularização do solo urbano. Todavia, é possível perceber duas principais tensões: uma oscilante atuação das políticas e das regularizações normativas que são fragilizadas diante do apelo ao crescimento econômico e uma certa impermeabilidade às instâncias de participação movidas pela sociedade civil. Diante dessa constatação, esta sessão acolherá trabalhos que problematizem as diferentes formas de ocupação territorial, uso de seus recursos ambientais, conflitos diante de diferentes lógicas de apropriação territorial, impactos de projetos de desenvolvimento sobre territórios, direitos territoriais articulados aos movimentos sociais e às identidades coletivas.

 

Rostos e imagens das Américas: entre genocídio e resgate étnico

Giulia Bogliolo Bruna (Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano” – Centre d’Études Arctiques, École des Hautes Études en Sciences Sociales, France) gbogliolo.bruna@gmail.com

Através do estudo das cruzadas fontes documentais, textuais e/o iconográficas (cartografia, gravuras, ilustrações, etnofotografia, filmes), a sessão visa explorar, sobre um eixo espacial, diacrônico e sincrônico, o processo de percepção e de construção da imagem do Outro da Descoberta aos dias atuais.
A temática, a vocação humanística, presta-se a uma variedade de abordagens metodológicas e disciplinares voltadas a dar conta das ricas, complexas e evolutivas realidades antropológicas e sociais das Américas.
Figuras paradigmáticas destas alteridades: os indígenas, os migrantes (forçados ou não), os marginalizados, os atores do Sonho Americano.
A reflexão realizada nesta sessão quer ser uma homenagem polifônica e diferenciada ao empenho constante, multiforme e meritorio do amigo Gerardo Bamonte em favor do reconhecimento da dignidade e do valor das culturas ameríndias.

 

O Nobel e a literatura hispanoamericana

Rosa Maria Grillo (Università degli Studi di Salerno, Italia – Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano”) grillovov@tiscali.it

Cada atribuição do Prêmio Nobel de literatura – e não apenas – porta consigo uma polêmica inevitável sobre quem venceu, mas também sobre quem não venceu (há sempre um candidato negado) e sobre a motivação política – além que literária – que influenciou sua decisão. O prêmio recente a Mario Vargas Llosa reacendeu este debate, trazendo à memória os Nobel recebidos e os Nobel negados, convidando à reescrita de uma história da literatura hispanoamerica através de uma “História dos Nobel” e a uma leitura dos discursos de aceite, escritos que sempre reportam a questões de política e de política cultural.

 

Literatura americana: sessão não temática

Rosa Maria Grillo (Università degli Studi di Salerno, Italia – Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano”) grillovov@tiscali.it
Giulia Bogliolo Bruna (Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano” – Centre d’Études Arctiques, École des Hautes Études en Sciences Sociales, France) gbogliolo.bruna@gmail.com

 

Estéticas latinoamericanas: outros caminhos e outras formas de sensibilidade

Carlos Yáñez Canal (Universidad Nacional de Colombia) cyanezc@unal.edu.co
Denise Marcos Bussoletti (Universidade Federal de Pelotas, Brasil) denisebussoletti@gmail.com
Ángela Estrada Guevara (Universidad Autónoma de Ciudad Juárez, México) aeguevara_7@hotmail.com

Na América Latina se estabeleceu desde a época colonial uma cisão profunda entre as artes e os ofícios, permanecendo no imaginário coletivo a ideia da arte como inspiração. Igualmente, se reduziram as estéticas às belas artes excluindo as expressões provenientes dos povos originários e das comunidades afro-descendentes, as quais foram classificadas em relação com o artesanato. Foi somente a partir do século XX, com o muralismo e a Bienal de São Paulo, iniciada em 1951, que se começa a romper com as restrições assinaladas desde a Colônia. Os novos movimentos estéticos expandem o olhar da arte e do artista ao elaborar obras com conteúdos indigenistas e com um profundo sentido de consciência nacional. Hoje assistimos a expressões marcadas por uma outra estética, que toma como ponto de partida teórico e prático o conjunto das relações humanas e seu contexto social. A arte atual na América latina problematiza a esfera relacional, incorporando a estética à participação social, na medida em que estabelece um interstício social como espaço para as relações humanas sugerindo possibilidades de intercâmbio distintas das hegemônicas. Ocorre uma inserção na trama social na medida em que a arte expressa um estado de encontro. O artista supera o caráter objetal da produção-reprodução e aparece como um produtor de significados.

 

Etnomusicologia: sobrevivência, persistência e novas contribuições da música e das danças tradicionais na América

María Lina Picconi (Universidad de Buenos Aires, Argentina) lina_455@yahoo.com

É responsabilidade da etnomusicologia contestar uma série de perguntas que a humanidade pôs-se ao longo do tempo: quem criou a música? Como se cria? Para quem? Para quê? Com que finalidade?
Considerando importante a falta de informações sobre o mundo das músicas tradicionais, cujas características vão desde a diversidade à sutileza das expressões musicais, proponho a abertura desta sessão.
Existem, ainda, na América expressões musicais ou dancísticas, cujas raízes teriam se estendido até a época pré-colombiana e teriam se originado de uma antiga arte, cujo sentido teria sido esquecido.
O advento da globalização tem contribuido para o surgimento de muitas dessas expressões musicais, principalmente urbanas, que tendem, como em outras partes do mundo, a uniformizar as particularidades locais.
Por esta razão, é imprescindível nos dias atuais registrar e investigar estas expressões, para que não se perca a memória com o avanço do mundo globalizado.

 

Imaginário e memória: estudos culturais

Maria de Lourdes Beldi de Alcântara (Universidade de São Paulo, Brasil – International Working Group for Indigenous Affairs, Denmark – Grupo de Apoio aos Povos Guarani e Aruak, Brasil – Ação dos Jovens Indígenas da Reserva de Dourados, Brasil) loubeldi@uol.com.br

Esta mesa tem um carater interdisciplinar que possui como principal objetivo apresentar estudos sobre as diversidades culturais que tenham como expressão todas as formas de representação.
Sabemos que é por meio das representações sociais e individuais que podemos localizar as formações, transformações e ressemantizações identitárias que têm como característica de ser polissêmica e portanto polifônica. Por essa razão, a interdisciplinariedade não é um intrumento de trabalho mas uma teoria que tem por finalidade estudar os símbolos chaves culturais, de como são percebidos, concebidos e representados.
Contemplamos todos os tipos de manifestações culturais pelo fato de que entendemos que as subjetividades culturais estão representadas nas formas literárias, cinematográficas, artísticas e que os estudos das representações culturais não é somente monopólio das disciplinas concebidas para esse fim.

 

Questões de antropologia médica no continente americano

Tullio Seppilli (Fondazione Angelo Celli per una cultura della salute, Italia) seppilli@antropologiamedica.it
Claudia Avitabile (Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano”) cavitabile@hotmail.com
Carlotta Bagaglia (Fondazione Angelo Celli per una cultura della salute, Italia – Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano”) bagaglia@antropologiamedica.it

Construir uma sessão dedicada à antropologica médica no âmbito latino-americano significa dar voz as múltiplas concepções e práticas em torno aos conceitos de saúde e doença presentes em tais contextos através de uma perspectiva histórica que tenha conta do presente como do passado. As relações hegemônicas que existem entre a biomedicina e as múltiplas respostas de saúde “locais e tradicionais” constituem um exemplo dos mais importantes âmbitos de interesse dessa disciplina.
Levando em conta as experiências e as elaborações teóricas das diversas tradições dessa prespectiva, se assume o objetivo de constituir um útil espaço de diálogo e de confronto para a comunidade americanista atualmente empenhada em tal âmbito de estudo.
Além disso, vista a experiência realizada por essa sessão nas edições anteriores do Congresso Internacional de Americanística, se quer favorir um espaço de debate como terreno de construção de reflexões comuns que possam depois ter uma recaída operativa sobre o tecido social dos contextos examinados.

 

Políticas públicas, instituições e democracia na América Latina

Beatriz Calvo Pontón (Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social, México) beatrizcalvo_mx@yahoo.com

O modelo neoliberal, nos países latinoamericanos, têm levado consigo o retiro do Estado de responsabilidades sociais e de funções prioritárias, assim como a instrumentação de reformas extruturais as quais tentam fazer de modo tal que as sociedades se organizem com os critérios do livre mercado.
Observamos algumas consequências: redução, privatização e aumento dos serviços públicos relativos à educação e à saúde, aumento da desigualdade e da pobreza e fortalecimento do monopólio nos setores chaves da economia e dos meios de comunicação, os quais interferem sempre mais nos processos políticos e no desenho das políticas públicas.
A redefinição das políticas sociais orientou-se no campo social por meio de critérios de focalização nos grupos de extrema pobreza, porém, ao mesmo tempo, reduziram-se os recursos que permitem de progredir em direção à universalização dos direitos sociais.
Por outro lado abriram-se espaços nos quais nasceram instituições autônomas ligadas a temas como direitos humanos, transparência e controladoria social. Na sociedade civil cresceu o número de organizações que lutam pela democratização das instituições e a melhoria dos serviços sociais. A conjunção desses processos mudou substancialmente a face das sociedades latinoamericanas.

 

Administrações locais, participação cidadã e democracia

René Valdiviezo Sandoval (Instituto de Ciencias de Gobierno y Desarrollo Estratégico, Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, México) valdiviezo.rene@gmail.com
Jorge David Cortés Moreno (Instituto de Ciencias de Gobierno y Desarrollo Estratégico, Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, México) jdcortesm@yahoo.com.mx

A sessão tratará de temas relacionados às diversas formas de participação cidadã, a sua relação com as administrações locais (de terceiro e quarto nível) e a sua contribuição para a democracia nas comunidades em questão. Serão recebidas intervenções que reflitam e forneçam evidências empíricas sobre o assunto ou estudos de caso sobre ações cidadãs e a sua relação com as administrações locais e a gestão democrática destas. Na América Latina, de modo particular, os processos de democratização passam por ações cidadãs que influenciam diretamente as administrações locais e obtêm mudanças na sua gestão e na sua relação com a cidadania. Tais ações tem influência direta sobre a democratização das administrações locais, assim como mostram à população os efeitos da participação cidadã e redimensionam, em diversas ocasiões, os poderes dos administradores em exercício. Em outros casos, as ações em questão se convertem em elementos que candidatos e/ou partidos tomam para si para as eleições locais sucessivas. Serão bem aceitas comunicações relativas às experiências cidadãs na gestão das próprias demandas, ações do governo local em resposta a demandas e pressões de cidadania, mobilizações que colocam em discussão as autoridades locais e a relação eleições-participação cidadã-pública administração local.

 

Centralidade das margens e novas formas de cidadania

Roberto Malighetti (Università degli Studi di Milano-Bicocca, Italia) roberto.malighetti@unimib.it
João Pacheco de Oliveira (Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil) jpo.antropologia@gmail.com

A intenção desta sessão é discutir a modalidade pela qual, grupos tradicionalmente pensados na categoria de marginalidade, experimentam novos modelos de cidadania em termos paradigmáticos para a subjetividade contemporânea, descentrados e localizados fora da aceleração dos mecanismos desagregadores da globalização. Convida assim a analisar como os “condenados da terra”, os povos colonizados e os descendentes de escravos, os indígenas e os indigentes, os migrantes e clandestinos, os refugiados colocam em prática novos perfis de cidadania que superam em muito o simples reconhecimento de ordenamentos e princípios constituídos no sentido de favorecer uma participação ativa deles na redefinição e reconfiguração dos sistemas econômicos, políticos e sociais. Nosso desejo é estimular a reconsideração dos fundamentos da cidadania por meio de uma relação não demasiado imediata entre o Estado e a Nação bem como de identificar as contradições entre as formas locais de organização social e as formas múltiplas de cidadania que lhes são oferecidas, entre estratégias políticas e modalidades de participação, entre tradições de conhecimento e a construção de direitos universais.

 

Antropologia da globalização: transnacionalismo, multiculturalidade, aterritorialidade e segurança cultural

Eliseo López Cortés (Universidad de Guadalajara, México) eliseo@cuci.udg.mx
César Pérez Ortíz (Universidad Iberoamericana Ciudad de México) pocsalm2302@yahoo.com.mx

Formalmente a globalização é um processo (ou uma série de processos) com tendência mundial, que engloba uma transformação na organização das relações e dos acordos sociais no espaço, avaliada em relação ao seu conseguimento, à sua intensidade, à sua velocidade e às suas repercussões, e que gera fluxos e redes transcontinentais e inter-regionais de atividade, de interação e de exercício do poder. Esta sessão de trabalho sugere fundamentalmente de refletir, seja teoricamente que no campo, sobre os dois significados basilares da globalização: o incremento da integração dos vários lugares na econômia mundial e os efeitos de uma ampla circulação de bens e personas e de sistemas de comunicação baseados nos fluxos culturais multidirecionais. Os eixos temáticos a partir dos quais se orientará o debate são: os paradigmas da globalização, a transnacionalização, a segurança social e a migração, a democracia, a multiculturalidade e a religião.

 

Sessão não temática

Manuela Pellegrini (Centro Studi Americanistici “Circolo Amerindiano”) manu.pellegrini@gmail.com

 

Normas de participação

 

 


 

 
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